Líderes mundiais da direita radical declaram apoio a Orbán em vídeo

Javier Milei, Giorgia Meloni, Benjamin Netanyahu, Marine Le Pen e até o ator norte-americano Rob Schneider anunciaram apoio ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, para as eleições legislativas de 12 de abril, num vídeo publicado na rede social X de Orbán.

RTP /
Foto: Bernadett Szabo - Reuters

Entre as várias mensagens, os motivos apontados para os apoios prenderam-se com as questões da imigração, do nacionalismo e do seu posicionamento em relação à guerra na Ucrânia.



“Eu resolutamente apoio o primeiro-ministro Viktor Orbán”, foi a mensagem deixada pelo presidente argentino, Javier Milei, e que usou o seu célebre slogan “viva la libertad, carajo” para declarar o seu apoio.

Giorgia Meloni, primeira-ministra italiana, refere que “juntos, defendemos uma Europa que respeita a soberania nacional e tem orgulho nas suas raízes culturais e religiosas”, com Rob Schneider a apelar a “todos os húngaros para continuar a seguir em frente para proteger a vossa grande cultura e o vosso país incrível”.

"Graças a líderes como Viktor Orbán, o campo dos patriotas e defensores das nações e dos povos soberanos está a alcançar cada vez mais sucesso na Europa", defende Marine Le Pen, ex-presidente da União Nacional francesa, e que atualmente está a recorrer da condenação de cinco anos de inelegibilidade para cargos públicos, por suspeita de desvio de fundos públicos enquanto eurodeputada.

“Há 10 anos, [Orbán] corajosamente se posicionou contra a migração em massa e hoje está a lutar pela paz na Ucrânia”, sublinha a líder da AfD alemã, Alice Weidel, com Herbert Kickl, da FPÖ austríaca a destacar a importância de “colocar as necessidades das pessoas no centro das nossas ações”.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, realça que “a segurança não pode ser dada como garantida, deve ser ganha, e eu penso que Viktor Orbán tem todas essas qualidades”.

A participação de Netanyahu tem sido assinalada na imprensa israelita, como no jornal Haaretz, pelo facto dos líderes da AfD e do FPÖ também aparecerem no vídeo, apesar de ambos os partidos serem boicotados por Israel, devido ao seu passado antissemita.

Também compareceram no vídeo espanhol Santiago Abascal, do Vox, o primeiro-ministro checo, Andrej Babiš, o presidente sérvio, Aleksandar Vučić , o ex-primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, e o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini.

O vídeo de campanha assinala uma unidade entre os dois principais grupos políticos europeus da direita radical (Patriotas pela Europa e Europa das Nações Soberanas), após a expulsão da AfD por simpatias com o nazismo e que provocou a criação por parte deste partido da Europa das Nações Soberanas.

A Hungria terá eleições no dia 12 de abril e que têm sido mais renhidas do que o habitual, após o antigo aliado de Orbán, Péter Magyar, ter abandonado o partido Fidesz, em 2024, na sequência de um perdão presidencial a pessoas condenadas por abuso sexual de menores.
PUB